terça-feira, 27 de novembro de 2012

Simulador do Tsunami de 1755

Recentemente foi criado um simulador do Tsunami gerado pelo terramoto de 1755. Isto servirá para testar as capacidades de alerta de respostas da autoridade de proteção civil e de gestão de emergência a um evento deste tipo. Servirá para a criação de um sistema de mitigação e aviso prévio de Tsunamis para o Nordeste Atlântico e Mediterrâneo que será implemente em 2013.
Para este exercício foi recriado na integra o Tsunami de 1755, tanto na sua localização no Banco de Gorringe, 35 km de profundidade e com uma magnitude de 8,7 na escala de Richter.

Clique aqui para ver o simulador. O simulador pode demorar um pouco a carregar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A corrupção pelo Mundo

Nestes tempos difíceis, em que o cinto dos portugueses aperta, aperta e aperta ainda mais… Se levanta a questão: Será que os nossos ministros, líderes empresariais e investidores são gente séria?

Pois bem numa das minhas pesquisas na net descobri um indicador que tenta espelhar isso mesmo. O Índice de Perceção da Corrupção, que indica a perceção que um cidadão tem da corrupção, ou seja, quanto maior for a perceção menores são as possibilidades de haver corrupção. Entende-se como corrupção” o abuso do poder para uso em fins privados".

Será que Portugal é assim tão corrupto como por vezes a comunicação social nos levam a crer? Qual será a nossa posição em relação aos restantes países do mundo? Como será o panorama mundial?

Começo por monstrar um mapa onde estão representados todos os países em relação ao seu índice de perceção de corrupção em 2001. Começando pela negativa, os países Orientais, Africanos e alguns da América do Sul são os que apresenta uma menor perceção de corrupção. E Pelo contrário os países da Escandinávia, Reino Unido e Canada são os que apesentam melhores valores. Ao nível continental a Europa é o continente que apresenta maiores níveis perceção de corrupção, contudo os países da Europa de Leste apresentam valores relativamente baixos.


Em 2010 o panorama é era idêntico, ou seja os países orientas mantinha-se os mais corruptos. Contudo a Finlândia que era o país que apresenta uma maior perceção de corrupção em 2001 caiu para quarto em 2010, obteve uma variação de -0,7 nesta década.
Dos 10 países em que a perceção de corrupção é maior 6 são Europeus. Quantos aos países que apresenta perceções menores todos eles são localizados nos continente Africado ou Asiático. De destacar a Argentina que se encontra na posição 105.




A tendência global dos países classificados é de aumento da perceção em 0,350667, contudo isto é apenas uma média. A tendência dos últimos 10 classificados é de perda de 0,51818, o que é bastante preocupante. Nós 10 primeiros a tendência é de estagnação.

Como curiosidade: qual será a relação que a competitividade tem com a corrupção? A imagem seguinte demonstra isso mesmo. Contudo o ano referente é 1998.
A analisar este gráfico é notório que não existe qualquer relação entre os dois indicadores.

Sérgio Mateus


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Tota a Geografia do Euro 2012


   Já pensaram como será a distribuição geográfica da fase de grupos, dos quartos e meia final do Euro 2012. Pois bem, com o seguintes mapas demonstrarei a distribuição dos países em cada fase da competição.

   Já reparam na difícil tarefa que Portugal enfrentou na fase de grupos ao defrontar um grupo onde todos os países são contíguos. E onde as distâncias aos países organizadores são bastante diminutas, em comparação com a maioria dos países participantes neste torneio.

    Repararam no duelo entre países fronteiriços, França-Espanha
    Que engraçado uma meias finais em que as rivalidades vão muito alem do futebol. Portugal-Espanha os eternos rivais. E Alemanha-Itália, não existindo grandes rivalidades, mas a nível económico são dois países bastantes díspares, o onde muita gente queria ver a Alemanha eliminada.
 A final como todos sabem foi Espanha-Itália, onde o vencedor foram os Nuestro Hermanos.
 Sérgio Mateus

sexta-feira, 23 de março de 2012

O poder da Natureza

  Video que demonstra todo o poder da natureza, desde avalanche a vulcões e até tempestades de areia.
  Pensem bem a sorte que temos por não sermos assolados por estes fenómenos extremos e bastante destruidores, neste jardim, chamado de Portugal, que à beira mar foi plantado.


sábado, 3 de março de 2012

Nova Era Glacial aproxima-se

  A NASA alega ter provas suficientes que demonstram que já em 2015 o Planeta comece a entrar numa nova era Glacial. Em seguida responderei a algumas perguntas que penso serem importantes para compreensão desta temática.


O que é uma Era Glacial?
Em sentido lato, é um período de tempo, relativamente longo, em que a temperatura global do planeta desce para patamares negativo, ficando no pico desta Era, o planeta Terras quase todo coberto por gelo e grandes glaciares.

O que é um Glaciar?
Glaciar é uma enorme massa de gelo (que pode atingir várias centenas de quilómetros de extensão). Estes ao deslocarem-se moldam a superfície onde se encontram. Quando os glaciares se localizam em vales podem conferir-lhes um perfil transversal em forma de U. Os materiais transportados pelo glaciar acumulam-se em depósitos designados por moreias.


O que vai acontecer ao planeta?
Os países situados mas próximos dos pólos vai ser os mais afectados, pois com o baixar das temperaturas vão formar-se grandes glaciares que cobrirão estas área tornando-as inabitáveis. Com o baixar gradual da temperatura estes glaciares vão descendo de latitude. Estas transformações vão levar a alterações caricatas na Europa, pois se tal Era Glacial acontecer, países localizados mais a sul não vão ser devorados pelo glaciar que cobrirá toda a Europa do Norte e do Centro. Assim os países ditos "nobres" terão que se deslocar para alguns países que actualmente se discute a sua permanência no Euro. Na Zona Euro os países menos afectados serão: Portugal, Itália, Grécia e Espanha. É claro que tudo isto depende da intensidade desta Era. Mas seria algo cómico, caso esta esta Era se venha a verificar.

Quais são as provas que a NASA possuí para provar esta nova Era Glacial?
Segundo a NASA grande parte da radiação recebida pela Terra é enviada por um conjunto de manchas no Sol. Um ciêntista de estudou essa manchas e concluiu que estas estão a perder a sua intensidade, o que fazer com que a quantidade de radiação recebida pela Terra seja cada vez menor, levando com isso à diminuição da temperatura e consequente Era Glacial.

Sérgio Mateus
Não hesite em comentar

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Acessibilidades no Gavião

   Este trabalho será sobre as acessibilidades que a Vila de Gavião oferece à população com mobilidade reduzida. Nesta análise apresentarei a ruas e edifícios públicos que estão adaptados a população de mobilidade condicionada. 
   Com este trabalho não pretendo pôr em causa o trabalho de qualquer profissional. O trabalho será sobre o Gavião pois é a vila onde resido e por isso tenho alguns conhecimentos sobre a malha urbana.

   Farei uma análise dos passeios e passadeiras do ponto de vista das acessibilidades da população de mobilidade condicionada. Esta análise é pertinente pois estas são as únicas vias onde os utilizadores pedonais estão salvaguardados. Devido ao envelhecimento da população e à consequente perda de mobilidade é necessário adaptar e manter este espaço em boas condições para que os peões não tenham que utilizar a estrada, espaço destinados apenas aos veículos automóveis, para fazerem as suas deslocações pedonais. Não só os passeios, mas também as passadeiras são importantes, pois são o único local na estrada que o peão pode utilizar estando salvaguardado, por isso é imperioso que as passadeiras estejam acessíveis a todos para que o atravessamento de ruas se faça em segurança. 

   No Gavião, devido ao traçado antigo das ruas, muitas não apresentam passeio, noutras é de dimensões diminutas (menor que uma cadeira de rodas). Muitas outras ruas, por serem mais recentes apresentam dimensões suficientes para a circulação de cadeiras de rodas. Quanto às passadeiras verifiquei que a esmagadora maioria não está rebaixada para facilitar o seu atravessamento com cadeiras de rodas. 
   
   Para fazer esta análise classifiquei o passeio quanto à dimensão necessária para a circulação de uma cadeira de rodas, essa selecção será de Suficiente quando apresenta as dimensões necessárias; Insuficiente, quando a dimensão do passeio é diminuta, ou quando apresenta obstáculos ( degraus de casa, caixotes do lixo, sinais de transito, etc) que impossibilitam a livre circulação de cadeirantes. Quanto aos passadeiras classifiquei quanto ao número de lados rebaixados.

   A vila de Gavião contém 12,710 Km de rua, dos quais 5,415 km de rua são sem passeio, 40%. Nos restantes 7,295 km onde existe passeio, 5,48 km tem a largura suficiente para uma cadeira de rodas circular e apenas 1,8km não têm largura suficiente, ou seja 75 % do passeio tem largura suficiente para uma cadeira de rodas andar. Quanto às passadeiras verifica-se que das 20 existentes, apenas 2 têm ambos os lados rebaixados para facilitar a subida de uma cadeira de rodas. Existem também 6 passadeiras rebaixadas apenas num dos dois lados, facto curioso.
   De seguida apresentarei alguns cartas urbanas com algumas análises que elaborei.
   Aqui está representado a existência ou não de passeio e passadeiras. 

   É visível que são as ruas mais antigas as que não têm passeios, ou quando têm são de dimensões diminutas. 



















   Nesta planta está representado o passeio segundo a sua dimensão. onde é visível que existe uma grande porção de ruas acessíveis. Contudo esta acessibilidade só tem em conta a dimensão do passeio, pois na esmagadora maioria da vila as passadeiras não são rebaixadas e assim não são totalmente acessíveis, sendo necessário utilizar outros desníveis para subir ao passeio. Esta situação é problemática pois a estrada é um espaço de circulação   automóvel que por vezes não têm as devidas precauções com os peões que utilizam a estrada.










  No meu ponto de vista, uma rua para ser totalmente acessível tem que reunir a condições necessárias para que se faça uma circulação sem que se tenha que utilizar a estrada, excepto nas passadeiras, por parte de pessoas de mobilidade reduzida. Assim nesta planta estão representadas as ruas com passeios de largura suficiente e que têm passadeiras rebaixadas dos 2 lados.
   Ruas que reúnem estas condições são bastante diminutas, existem apenas 556 metros dos 7,295 km de ruas são totalmente acessíveis, cerca de 7,6%. 











   Agora elaborei uma carta com passeios com largura suficiente mas em que apenas um dos lados do passeio está rebaixado. Isto é importante porque para tornar estas ruas totalmente acessíveis apenas basta intervencionar um dos lados da passadeira. Existe nesta situação 697 m de passeio, que representam 9,6%.














   Contudo não são apenas os passeios e passadeiras que oferecem dificuldades à mobilidade, as infraestruturas de utilidade pública constituem também um obstáculo que levam à perda de autonomia da população. Em Gavião são poucos os edifícios adaptados à população com mobilidade reduzida. As Finanças, o Registo Civil e a Segurança Social são exemplos de órgão públicos que em nada estão adaptados à população com mobilidade condicionada, apresenta grandes degraus e portas bastante difíceis para abrir. Já no Centro de Saúde todos os passeios e entradas estão rebaixadas e é perfeita mente acessível na parte das urgências, contudo na outra parte o facto de haverem portas bastante pesadas para abrir torna-o impossível ou bastante difícil de aceder autonomamente por pessoas de mobilidade reduzida. Quanto à Câmara Municipal é bom ver o edifício em si está bem adaptando, excepto o facto de também existirem portas de empurrar em vez de automáticas (tipo super-mercado), contudo o que acontece é que os passeios não estão rebaixados fazendo com que um cadeirante não o consiga subir e aceder à Câmara.

   Relembro que com este trabalho não pretendo pôr em causa o trabalho de qualquer profissional. É de relevar que muitos dos obstáculos à mobilidade tiveram origem a quando da construção das ruas, sendo por vezes impossível reverter esta situação. Nesta análise não contemplei a ruas novas ao pé do cemitério porque a sua construção não está acabado, mas é com agrado que verifiquei que todas estas preocupação com as acessibilidades estão a ser levadas em conto nesta nova área residencial.
 
Gostaria de agradecer à Câmara de Gavião que prontamente me cedeu a carta militar necessária para esta análise.

Deixem as vossas opiniões.

Sérgio Mateus

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

China: Cidades Fantasma

  A China nos últimos tem sido o país com maior crescimento económico Mundial. Aumentando anualmente o seu Pib em 10%. Este crescimento é conseguido sobretudo devido ao ritmo bastante acelerado de construção, que tal como em muitos países Europeus é o sector que mais cresceu e contribuiu para o aumento do PIB. Foram criadas cidades esteticamente belas e apelativas, como mostro nos vídeos abaixo.

  Todas estas cidades são aparentemente perfeitas mas estão vazias.Reflectindo claramente a inexistência de planeamente, ou se houve, não foi integrado com as várias áreas que estudam esta ciência, parecendo até que apenas foi feito por arquitectos. Assim, não há uma adaptação do que as cidades oferecem ao que a população realmente necessita. Estas novas cidades estão sobre fortes processos de especulação imobiliária, fazendo assim com que grande parte da população Chinesa não tenha capacidades para adquirir a habitação. 

  O ritmo de construção imobiliária não irá abrandar, pois só assim são conseguidos níveis de crescimento tão elevados. Esta continuação, no futuro, poderá ter consequências muito graves para a economia Chinesa que está cada vez mais ligada com a Europa.
Segundo o business insider existem 64 milhões de novas habitações vazias e o Estado Chinês planeia ainda construir mais 20 novas cidades por ano, nos próximos 20 anos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os 10 países mais endividados do Mundo

  A CNN divulgo um estudo no qual indica os 10 países mais endividados do mundo.
Este valor é o a dívida alcançada a dividir pelo PIB( Produto Interno Bruto).
Top 10 dos mais endividados:

Japão: 234% de dívidas sobre o valor do PIB, ou seja, a dívida é mais de 2 vezes superior ao seu PIB (assustador)

Grécia: 139%, nesta caso a dívida é o equivalente à totalidade e mais um terço do PIB.

Itália: 120%

Islândia: 108%

Bélgica: 103%

Irlanda: 102%

EUA: 99%

Singapura: 95%

França: 88%


Portugal: 87%, o PIB é superior à divida em cerca de 13%, situação bastante diferente de países como a Grécia, Irlanda e Itália, onde o PIB não chega para pagar a dívida. Mas mesmo assim somos os mais cortados pelas agências de raiting. Há coisas assim...

Sérgio Mateus

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As Ex-SCUT


Na minha opinião pessoal a SCUT é um mal necessário, mas que ainda não estavam reunidas as condições necessárias para que "arrancassem". Considero que é um mal necessário porque no actual estado de crise e de existência de demasiadas dívidas por parte do estado, estas estradas não pagas equiparadas a auto-estradas, o seu custo e de manutenção ficam muito caros ao estado. estes custos serão pagos ate 2030 e terão um valor total de de 15 mil milhões de euros. De início este valor pensou-se que seria inteiramente suportável pelo estado, mas devido ás dificuldades financeiras causadas pela crise o estado viu-se obrigado a cobrar uma taxa ao utilizador. Estas taxas são cobradas apenas aos utilizadores para que assim os cidadãos que não utilizem estas estradas não tenham que pagar nada por elas, e neste ponto de vista estas taxas são justas.

  As consequências das taxas cobradas vão fazer-se sentir negativa positivamente. Começando pelas consequências positivas temos o caso de Abrantes, que como existe um pórtico entre a saída norte e a sul, a maior parte de trânsito para fugir ao pagamento de portagem passa por dentro de Abrantes. Assim os condutores em vez de pararem nas estações de serviço, onde os preços são muito elevados vão parar em Abrantes e assim movimentar um pouco as áreas comerciais desta pequena cidade. Contudo esta e a única consequência positiva. Pois todas as empresas que beneficiavam por estarem perto de uma grande via gratuita que tanto dava acesso à A1 como a Espanha vão deixar de beneficiar com isso, agora essa estrada vai deixar de ser um benefício para ser o maior dos seus males, estando com isso posto em causa o fecho de muitas empresas. Para os cidadãos que utilizem esta estrada diariamente a factura a paga vai ser muito alta. As consequências sentidas em Abrantes são as mesmas sentidas em todas as cidades perto das Ex-SCUT. Ex-scut porque scut significado sem custo para o utilizador e isso é tudo o que estas estradas não são. As taxas cobradas também vão ter efeito negativo no turismo, pois muitos dos turistas vindos de Espanha que devido a estas taxas e há falta de informação deixarão de vir ao nosso território. Este tipo de turismo tem particular importância em regiões como Castelo Branco.

  As Ex-SCUT a meu ver ainda não reuniam todas as condições mínimas necessárias para que se começasse a cobrar portagens. Este processo de adaptação da população e do território às Ex-SCUT foi feito de maneira inversa ao que seria de esperar. O que aconteceu na realidade foi que se começou a cobrar portagem enquanto se esclarecia a população como funcionava o pagamento das mesmas e se reconstruíam todas as nacionais que seriam alternativas a estas estradas pagas. Isto é claramente o inverso do que deveria ser feito. Se tomarmos como exemplo as campanhas que houveram para o TDT, que esclarecem a população, nada do género foi feito para a SCUT, chegando até a haver informações mal divlgaas pela impressa ( o caso das 10 viagem de gratuitas, que em vez de 10 viagem são apenas 10 pórticos). A meu ver, primeiro deveria-se informar e esclarecer toda a população enquanto se reconstruía todas as estradas que são alternativas às Ex-SCUT e só depois de reunidas estas 2 condições é que se avançava com a cobrança de portagens.

  Actualmente existe imensas pessoas que não sabem como se pagam as portagens na Ex-SCUT e as nacionais como ainda estão em obras são ainda mais perigosas.

Sérgio Mateus
Deixem aqui as vossas opiniões sobre as Ex-SCUT

Mudança de Endereço

O blog ja mudou de endereço. planeamentodoterritorio-sm.blogspot.com
Obrigado e desculpem o incomodo.
Sérgio Mateus

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Possível mudança de endereço e de nome

  Bom dia. O fala-se de tudo vai mudar de site e de nome. Essa mudança é devida o facto da grande maioria dos artigos feitos por mim estarem intimamente ligados com o Planeamento do território, por isso mudarei o nome do blog para Planeamento  do Território pois é nesta área que pretendo que o meu blog se destaque. Contudo continuarei a postar artigos generalistas que ache relevante não só para o planeamento territorial mas também para todos o leitores.
  Assim sendo o novo endereço será planeamentodoterritorio-sm.blogspot.com
  Esta mudança ainda não foi feita, pelo que gostava que deixassem aqui as vossas opiniões.
  Obrigado
  Sérgio Mateus

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A nova lei de arrendamento

  Esta mudança advém da necessidade de reabilitação de muito do edificado presente nos CBD's e nas áreas mais antigas das cidades, com particular interesse em Lisboa e Porto. Surge também num contexto onde o mercado imobiliário sofre os efeitos da crise económica, pois é cada vez mais difícil obter crédito para habitação. Esta nova legislação, aprovada no Conselho de Ministros promove o arrendamento, em detrimento da compra individual de habitação, e a reabilitação do edificado, pois muitos das rendas que se encontravam congeladas há varias décadas vão ser actualizadas. Os arrendatários ao cobrarem rendas mais elevadas vão se ver obrigados a reabilitar o seu imóvel, resolvendo assim um dos maiores problemas das grandes Cidades.
  Em seguida apresento as 10 principais mudanças indicadas pelo site Dinheiro Vivo

1. A nova lei do arrendamento prevê uma atualização das rendas congeladas, num espaço de cinco anos. Os que beneficiem de rendas antigas e não provarem a sua incapacidade financeira, vão ter em breve a sua renda atualizada.

2. Este mecanismo de negociação vai implicar que o senhorio proponha ao inquilino o valor que considera ajustado. O inquilino pode, depois, sugerir um novo valor.

3. Se o inquilino ou senhorio não chegarem a acordo, é acertado um valor médio entre as duas propostas. Esse valor médio, multiplicado por 60 (cinco anos) será o valor da renda se o senhorio quiser que o inquilino abandone o imóvel

4. A prevista atualização das rendas antigas vai ter em conta os recursos económicos dos inquilinos e será gradual. Quem tiver + 65 anos, invalidez acima de 60% ou não tiver condições económicas terá salvaguardas. Haverá um período de cinco anos de transição para estes casos. No final deste período, a renda é atualizada e o Estado pode subsidiar a diferença, garantiu hoje a ministra.

5. Nesse período de cinco anos de transição, o ajustamento anual nunca poderá ser superior a 25% do rendimento dos inquilinos. Para quem ganha até 500 euros mensais, a taxa de esforço fica limitada a 10%.

6. Os inquilinos que falharem o pagamento de duas rendas seguidas. O Ministério ainda não definiu o critério para as rendas que não forem pagas intervaladas (com meses pagos pelo meio).

7. Será criado um balcão de arrendamento, onde os senhorios se podem dirigir quando considerarem que têm razões para terminar o contrato com o inquilino. Será esse balcão que informará o inquilino, que pode recusar sair. Nesse caso, o processo é resolvido em tribunal

8. A lei, apesar de facilitar os despejos, continua a dificultar a resolução do conflitos, permitindo que a solução para os conflitos se arrastem em tribunal. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, bateu o pé e não quis que os despejos ficassem de fora dos tribunais, contrariando assim a celeridade desejada pela troika.

9. Os princípios gerais do novo diploma de arrendamento deverão ser aprovados nos próximos 90 dias. A actualização das rendas por outro processo que corre em paralelo: a actualização do valor patrimonial dos imóveis antigos para efeitos de IMI.

10. O Governo quer aproximar o regime fiscal dos rendimentos prediais aos impostos cobrados ao capital. Na prática, isto pode implicar uma taxa liberatória mais baixa para quem arrende caixas. “Queremos incentivar que mais pessoas coloquem as suas casas no mercado”, garantiu a ministra

Guarda vende o seu próprio ar

  O Teatro Municipal da Guarda (TMG) e a empresa Culturguarda promoveram um novo produto «gourmet» de exportação com aquele que é considerado o ar mais puro do país. Os frascos de vidro desse «produto» começam a ser vendidos esta sexta-feira, durante a quadra natalícia, em doses individuais.

  O «Ar puro» da cidade mais alta de Portugal torna-se num «objecto artístico» que apresenta a aragem como «marca e imagem» da Guarda» e pode ser agora adquirido pelo preço de cinco euros.

  O produto inclui ainda «aroma de queijo da Serra da Estrela, essência de morcela e fragrância de giesta», explicou o director artístico do TMG, Américo Rodrigues.

  Segundo a agência Lusa, a promoção da terra destina-se aos emigrantes portugueses oriundos da cidade, que abrindo os frascos podem sentir «um forte apelo das raízes ou uma forte saudade».

  O tal ar genuíno pode ainda «ser utilizado livremente» sempre que o comprador «estiver em contacto com focos de poluição e se sentir deprimido ou com saudades da Guarda», ilustrou Américo Rodrigues.

  «No fundo, é um objecto de marketing, a partir de uma ideia muito simples: a Guarda tem o melhor ar de Portugal», sustentou.

  O «Ar puro» está à vendido no café concerto do TMG e pertence à «colheita de 2011», recolhido em locais emblemáticos da cidade como o cimo da Sé Catedral, da coroa da estátua do rei D. Sancho I e na Torre de Menagem (o ponto mais alto da cidade, a 1.056 metros de altitude).

  «Está cientificamente provado que o ar da cidade mais alta de Portugal é de elevada pureza e tem propriedades consideradas altamente benéficas para a saúde», concluiu.

  O produto foi lançado numa edição exclusiva e limitada a 200 frascos e inclui ainda um galardão onde pode ler-se «Best Air in the World» («O melhor ar do mundo»).

Notícia em: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/guarda-ar-puro-ar-frasco-tvi24/1309233-4071.html

Não sei se isto será loucura ou uma ideia de um produto para vender a estrangeiros endinheirados. Mas ao menos promove a qualidade do ar da Guarda.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

  Não podia deixar de vos desejar um óptimo Natal e um feliz Ano Novo. Que vos corra tudo pelo melhor. Muito cuidado com os excessos =D
  Sejam felizes. Nesta altura tentem esquecer os problemas que vos assolam o ano inteiro.
  VIVAM O NATAL E O ANO NOVO!
  E é claro continuem a visitar o meu blog =D
  Muitas prendas!





 Sérgio Mateus

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Construção insustentável


  Com esta análise pretendo demonstrar que em Portugal se tem registado, nos últimos anos, um ritmo de crescimento do edificado que não é tolerável nem justificável. Que nos levou a um elevado grau de endividamento pessoal. Pois a facilidade de acesso ao crédito era muito grande.
  Nesta análise compararei a variação no número de edifício com a população residente, entre 2001 e 2011.
  Se observarem este mapa verão quais o concelhos que aumentaram, com cores verdes, e que diminuíram com cores encarnadas, o número de edifícios no período de tempo entre 2001 e 2011.

  Com seria de esperar, visto que Portugal aumento o número total de habitantes, predominam os concelhos de cores verdes. Contudo existem também concelhos que perdem edifícios, sendo eles o concelho de Lisboa, Porto e do interior norte e alguns no Alentejo. Pelo que é-me impossível explicar, com uma justificação sólida, o porquê de tais variações negativas.A meu ver nos conselhos do interior isso deve-se sobretudo ao abandono das habitações, que se degradaram ao longo dos anos, chegando a uma tal ponto de degradação que o INE deixa de as contabilizar como edifício. O INE considera edifício toda a construção permanente, dotada de acesso independente, coberta e limitada por paredes exteriores ou paredes-meias que vão das fundações à cobertura e destinada à utilização humana ou a outros fins.
  O aumento do número de edifícios é justificado pelo aumento da população, mas o que mostrarei em seguida é que existe um vasto número de concelhos que mesmo perdendo população aumentaram o número de edifícios. Em alguns caso esse aumento é mesmo injustificável. Para demonstrar isso mesmo, relacionei a variação da população com o número de edifícios.
  


  Neste mapa representei que perdiam entre 0 e 5 % da população mas que mesmo assim o número de edifícios aumentava.  














  Em seguida concelhos onde essa perda de população foi entre -5% e -10%.
  Como se pode ver pela cor amarela e verde, o edificado aumento mais de 5%, o inverso do que aconteceu com a população. 





  

  Aqui para a variação entre -10% e -15%. O aumento do edificado não foi tão notório.











  Para variação entre -15% e -20%.
















Variação de -20% a -25%.




  E por último decréscimo da população entre 25% e 35%.
Este mapa para mim é o mais estranho, pois os concelhos que mais perdem população tem a variação do edificado muito alta.











  Após esta análise torna-se claro que este ritmo de construção sem que haja necessidade nos haveria de levar à ruína, pois tornou-se muito elevado o nível de endividamento para que se fizessem tais construções. Bem sei que o facto de trabalhar com variações me poderá dar uma ideia um pouco errada da situação real, visto que, por exemplo,se um concelho tiver 9 edifícios ao construir mais 1 o aumento do edificado vai ser de 10%.
  Eu penso que estas preocupações têm que estar presentes nas autarquias. Não só para travar o endividamento mas porque em Portugal existem um grande número de cidades que estão a crescer sem que haja preocupações no ponto de vista do ordenamento do território, cidades como Leiria que estão claramente desordenadas e que necessitam de maiores preocupações nesta área.

Artigo feito por Sérgio Mateus
Comentem
Boas festas


domingo, 18 de dezembro de 2011

Cultura Gavionense (Maravilhoso concerto de Natal da Banda Juvenil do Município de Gavião)


  Nesta tarde de domingo, como é habitual, a Banda Juvenil do Município de Gavião deu uma concerto de Natal, no qual no qual actuaram três diferentes gerações de músicos. Este foi um óptimo concerto não só pela qualidade das músicas, mas também, pela excelente moldura humana que encheu por completo o Cine-Teatro Francisco Ventura.

  Em primeiro lugar actuaram os músicos da escola de música, uns com flauta outros já com instrumentos. Estes músicos dentro das suas limitações, tiveram uma boa actuação. É de realçar o elevado número de músicos que dentro em breve entraram na banda.

  Em seguida actuou a geração mais antiga da banda, que dirigidos pelo maestro Sílvio Pleno nos prendaram com um magnífico concerto. Músicas bastantes animadas e actuais, bem ao estilo do maestro Sílvio Pleno. A meu ver, com o reduzido número de ensaios que estes músicos tiveram mostraram são capazes de fazer óptimas coisas, conseguindo proporcionar-nos momentos bastantes animados e divertidos.

  Por último actuou a actual banda. O momento alto da tarde. Esta banda dirigida pelo maestro Paulo Pires teve umas das melhores prestações de sempre. Com musicas mais calmas e não tão arrojadas como a banda anterior, mas não menos espectaculares. Confesso que me surpreendeu bastante ver a Banda Municipal com músicos tão novos a tocarem a um nível tão alto. Nesta actuação é de destacar um maravilhoso solo do Capitão Sílvio Pleno, que em conjunto com a banda tocou um tema da sua autoria É sempre um prazer ouvir alguém como o Capitão tocar tão bem Saxofone.

  Nos tempos de crise actuais é bom sentir, que pelo menos na banda a cultura Gavionense está de óptima saúde. Pois a meu ver no município a cultura encontra-se em decadência, em grande parte, não por culpa dos órgãos públicos mas sim, por culpa da população. Falo pelo facto de muitos de nós, jovens, criticarmos o facto de não haver cinema, teatro, ou outros tipos de eventos, e facto é que eles existem, nós é que não os vamos ver. No início do mês de Dezembro houve um festival de cinema, o que eu me pergunto é o seguinte, quantos é que dos que criticam a cultura Gavionense foram a esse festival de cinema? Será que chegaram até a olhar para a lista de filmes? Quantos de nós jovens fomos ver o teatro Casa de Pais?

  Sem a nossa presença estes tipos de eventos têm os dias contados, só que no festival de cinema fossem a uma sessão já dava bons indicadores para um próximo festival a qualidade dos filmes fosse ainda melhor. Pois é muito frustrante para as pessoas organizadoras fazerem um esforço para que isto aconteça e não obter um bom número de espectadores. Eu espero sinceramente que as pessoas a frente de todos estes grupos preocupados com a cultura Gavionense não desistam e continuem.

Artigo feito por Sérgio Mateus

sábado, 17 de dezembro de 2011

Casa espectacular em terreno minúsculo

Japão é um país sobrelotado, onde um bom pedaço de terreno pode custar uma fortuna. Por isso, qualquer espaço é aproveitado ao máximo, situações extremas levam a ideias extremas, e cá está um bom exemplo disso.


  Kota Mizuishi, um arquiteto japonês, aproveitou um minúsculo pedaço de terreno, para construir uma casa completa, com direito a cozinha, casa de banho, quartos e sala de jogos. Tudo isso avaliado em US$ 200 mil. Na vida, uma boa dose de criatividade e muita vontade é o suficiente para contornar obstáculos. Veja as fotos da casa e deixem a vossa opinião!
  Primeiro mostro-vos algumas imagens do interior.


 
 



  Agora o exterior minúsculo da casa.
 
 
 
 


  Espantoso não?
  A fotos do interior da casa foram tiradas numa perspectiva a darem maior impressão de profundidade, mas mesmo assim é uma óptima casa.